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alma

Deixar, amado bem, teu rosto lindo,
Teus afagos deixar, tua candura,
Tanto me oprime que da Morte escura
Sobre mim negras sombras vêm caindo.

Eu parto, e vou teu nome repetindo,
Porque dê desafogo à mágoa dura;
Meus tristes ais, suspiros de amargura
Áquem dos mares ficarás ouvindo.

Mas se me cercam no cruel transporte
Quantas fúrias o Báratro vomita,
Se meu mal é pior que a mesma morte,

O Fado em me aterrar em vão cogita!
Com todo o seu poder não pode a Sorte
Tua imagem riscar desta alma aflita.